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14 de junho de 2011

Meu coração é totalmente desarmado. Se eu amo, amo mesmo. Se eu confio, confio mesmo. Mas, o tempo, o aprendizado que vem com as circunstâncias,
 têm me ensinado que inocência é coisa pra andar bem juntinha da sabedoria. 
Meu coração é desarmado, mas grande parte dos outros não é. 

  (Ana Jácomo)
Jesus disse que era preciso amar o inimigo, mas nunca sugeriu que tínhamos de viver ou casar com ele. Inteligência espiritual ou emocional, dá no mesmo: ele tinha razão.
Amar de forma saudável não implica que devamos justificar ao outro cada um de nossos comportamentos, dar provas de seriedade moral ou jurar que não somos parte de uma rede terrorista, como exige o amor desconfiado.

(Walter Riso)



29 de maio de 2011

"É uma benção inestimável receber amor. Mas quando a gente dói, precisa cuidar da própria dor com o carinho com que gostaríamos de ser cuidados pelos outros. 
Com a atenção e a suavidade com que tantas vezes cuidamos de outras vidas.
 Os beijos bons precisam começar em nós."
(Ana Jácomo)
Deixei de me por de lado, pra ser protagonista da minha história. Chega de me doar, chega de me doer, já dizia Caio.
Os olhos, carregados de amor, passam primeiro por mim. Me investigo, me acarinho, me visto de coragem, me cubro de ternuras. Analiso o que há de melhor e pior em mim. Boto tristezas pra dormir, faço faxinas de tirar todos os sentimentos do lugar, abro todos os cômodos do coração, pra deixar só a leveza tomar espaço. Depois o outro. Depois, aquele que precisa de mim. Porque se eu não o fizer, se eu não me tratar com respeito, eu não estarei pronta para ninguém.
É preciso um baita amor pela gente, sim, todo santo-dia, pra não desistir. Num mundo em que a falta de sol toma conta, é tempo de voltar-se pra dentro e trazer de lá uma luz qualquer.


(Cris Carvalho, recomeçando no blog "Sensibilidade de Flor")

8 de maio de 2011

É maravilhoso quando conseguimos soltar um pouco o nosso medo e passamos a desfrutar a preciosa oportunidade de viver com o coração aberto, capaz de sentir a textura de cada experiência, no tempo de cada uma. Sem estarmos enclausurados em nós mesmos, é certo que aumentamos as chances de sentir um monte de coisas, agradáveis ou não, mas o melhor de tudo, é que aumentamos as chances de sentir que estamos vivos. Podemos demorar bastante para perceber o óbvio: coração fechado já é dor, por natureza, e não garante nada, além de aperto e emoções mofadas. 
Como bem disse Virginia Woolf, “não se pode ter paz evitando a vida.”

(Ana Jácomo)

6 de abril de 2011

O que em mim prevalece...

O que prevalece agora é essa maneira nova de sentir a vida.
Essa perspectiva que me faz admirar, incansáveis vezes, antigas preciosidades.
Essa vontade de bendizer tantas maravilhas.
Esse sentimento de gratidão pelas coisas mais simples que existem.
Esse jeito mais amigo de ouvir meu coração.
O que prevalece agora é essa apreciação mais desperta,
que me permite reinaugurar flores e céus e pessoas no meu olhar.
Essa graça que encontro, de graça, nos detalhes mais singelos.
O que prevalece agora é a confortável suposição de que, por trás de tantas e habituais nuvens, esse contentamento faz parte da nossa natureza.
Os problemas, os desafios, as limitações, não deixaram de existir. Deixaram apenas de ocupar o espaço todo."

(Ana Jácomo)

24 de março de 2011


Não é que seja exatamente corajoso, meu coração tem é isso de bom: não ocupa espaço com mágoas e, com o tempo, ele se tornou desmemoriado pra assuntos de frustração.
Quando me dou conta, lá está ele amando de novo, sorriso de orelha a orelha, com tal frescor que parece que nunca foi ferido. Dá, sim, pra ver uma cicatriz aqui e ali, outras mais adiante, que cicatriz não morre, mas ele não liga. Nem eu.
Não é que seja exatamente teimoso, meu coração tem é isso de bom: gosta de amar.
Eu também.

(Ana Jácomo)

20 de março de 2011

"Maldizemos o aperto...
mas ele, justo ele, às vezes cumpre a tarefa de encolher a alma com tal requinte que só nos resta buscar a expansão."


 (Ana Jácomo) 

19 de março de 2011



Não há como retornar ao que já não existe nem como adiantar o relógio para se chegar rapidamente ao que ainda não é.
Experimentar na própria alma a força terna e tecelã da vida, ao mesmo tempo em que nos sentimos tão frágeis, é um desafio que requer paciência, toda gentileza e muita fé.
As novas flores já moram nos brotos, mas ainda não desabrocharam. A chuva de renovação está dentro das nuvens, mas elas ainda não verteram. A borboleta já voa na crisálida, mas ela ainda nem se deu conta direito da novidade de ter asas.

(Ana Jácomo)

17 de março de 2011




Minha expectativa, tantas vezes ansiosa, de que as coisas sejam diferentes, dá lugar à certeza tranqüila de que, naquele momento, tudo está onde pode estar.
Em vez de sofrer pelas modificações que ainda não consigo, eu me sinto grata pelas mudanças que já realizei.
E relaxo.

(Ana Jácomo)

16 de março de 2011



.
Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia. (…)
Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas.
Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo.

(Ana Jácomo)

14 de março de 2011

"Senta apenas ao meu lado e deixa o meu silêncio conversar com o seu..." (Ana Jácomo)


“…Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos pq estou quieta. Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.”



(Lya Luft)










Parece milagre, mas as sementes de cura começam a florescer nos mesmos jardins onde parecia que nenhuma outra flor brotaria.
A alma é sábia: enquanto achamos que só existe dor, ela trabalha, em silêncio, para tecer o momento novo. E ele chega.

(Ana Jácomo)

8 de março de 2011

Mente é casa que não tem paredes,
mas nos acostumamos a viver como se tivesse.
E, não é raro,
passamos temporadas no cômodo mais apertado.

(Ana Jácomo)

6 de março de 2011

Tinha um jeito singular de fechar os olhos quando experimentava emoção bonita, coisa de segundos e coisa imensa. Era como se os olhos quisessem segurar a lindeza do instante um bocadinho, o suficiente para levá-lo até o lugar onde o seu sabor nunca mais poderia ser perdido.
Eu via, olhos do coração abertos, e nunca mais perdi de vista o sabor desse detalhe. Porque quem ama vê miudezas com olhar suficiente.


(Ana Jácomo)