CASA NOVA:

https://www.facebook.com/pages/É-Sagrado-viver
Mostrando postagens com marcador Martha Medeiros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Martha Medeiros. Mostrar todas as postagens

31 de maio de 2011


(...) O que sei eu sobre aquele que parece radiante e aquela outra que parece à beira do suicídio? 
Eles podem parecer o que for e eu seguirei sem saber de nada, sem saber de onde eles extraem prazer e dor, como administram seus azedumes e seus êxtases, e muito menos por quanto anda a cotação de felicidade em suas vidas.
Costumamos julgar roupas, comportamento, caráter - juízes indefectíveis que somos da vida alheia, mas é um atrevimento nos outorgarmos o direito de reconhecer, apenas pelas aparências, quem sofre e quem está em paz.
A sua felicidade não é a minha, e a minha não é a de ninguém.
Não se sabe nunca o que emociona intimamente uma pessoa, a que ela recorre para conquistar serenidade, em quais pensamentos se ampara quando quer descansar do mundo, o quanto de energia coloca no que faz, e no que ela é capaz de desfazer para manter-se sã.
Toda felicidade é construída por emoções secretas.
Podem até comentar sobre nós, mas nos capturar, só se permitirmos.

(Martha Medeiros)

26 de maio de 2011

Eu amo pessoas "San Francisco".


Uma das coisas que fascinam na cidade de San Francisco é ela estar localizada sobre a falha de San Andreas, que provoca pequenos abalos sísmicos de vez em quando e grandes terremotos de tempos em tempos. Você está muito faceiro caminhando pela cidade, e de uma hora para outra pode perder o chão, ver tudo sair do lugar, ficar tontinho, tontinho. É pouco provável que vá acontecer justo quando você estiver lá, mas existe a possibilidade, e isso amedronta, mas, ao mesmo tempo excita, vai dizer que não? 
Assim também são as pessoas interessantes: TÊM FALHAS. Pessoas perfeitas são como Viena, uma cidade linda, limpa, onde tudo funciona e você quase morre de tédio. Pessoas, como cidades, não precisam ser excessivamente bonitas. É fundamental que tenham sinais de expressão no rosto, um nariz com personalidade, um vinco na testa que as caracterize. Pessoas, como cidades, precisam ser limpas, mas, não ao ponto de não possuírem máculas. É preciso suar na hora do cansaço, é preciso ter um cheiro próprio, uma camiseta velha para dormir, um jeans quase transparente de tanto que foi usado, um batom que escapou dos lábios depois de um beijo, um rímel que borrou um pouquinho quando você chorou. Pessoas, como cidades, têm que funcionar, mas não podem ser previsíveis. De vez em quando, sem abusar muito da licença, devem ser INSENSATAS, ligeiramente PASSIONAIS, demonstrar um CERTO DESATINO, ir contra alguns prognósticos, COMETER ERROS de julgamento e pedir desculpas depois, PEDIR DESCULPAS SEMPRE, para poder ter crédito e errar outra vez. Pessoas, como cidades, devem dar vontade de visitar, devem satisfazer nossa necessidade de viver momentos sublimes, devem ser calorosas, ser generosas e abrir suas portas, devem nos fazer querer voltar, porém não devem nos deixar 100% seguros, nunca. Uma pequena dose de apreensão e cuidado devem provocar. Nunca deve-se deixar os outros esquecerem que pessoas, assim como cidades, têm RACHADURAS INTERNAS, portanto podem surpreender.
Falhas. Agradeça as suas, que é o que HUMANIZA você, e nos FASCINA.



(Martha Medeiros)

4 de maio de 2011

Até hoje, pergunta-se: para que serve a arte, para que serve a poesia?

Intelectuais se aprumam, pigarreiam e começam a responder dizendo “Veja bem…” e daí em diante é um blablablá teórico que tenta explicar o inexplicável.
Poesia serve exatamente para a mesma coisa que serve uma vaca no meio da calçada de uma agitada metrópole. Para alterar o curso do seu andar, para interromper um hábito, para evitar repetições, para provocar um estranhamento, para alegrar o seu dia, para fazê-lo pensar, para resgatá-lo do inferno que é viver todo santo dia sem nenhum assombro, sem nenhum encantamento.

(Martha Medeiros)

26 de abril de 2011

Os males do “mundo” toda a gente sabe! Os meus… ninguém…
(Florbela Espanca)
Na hora da saudade, da tristeza, do desamparo, é com ele que contamos: o tempo.
Queremos dormir e acordar dez anos depois curados daquela idéia fixa que se instalou no peito, aquela obsessão por alguém que já partiu de nossas vidas. No entanto, tudo o que nos invadiu com intensidade, tudo o que foi realmente verdadeiro e vivenciado profundamente não passa. Fica. Acomoda-se dentro da gente e de vez em quando cutuca, se mexe, nos faz lembrar da sua existência. O grande segredo é não se estressar com este inquilino incômodo, deixá-lo em paz no quartinho dos fundos e abrir espaço na casa para outros acontecimentos.


(Martha Medeiros)

29 de março de 2011

Feios porém lindos...

Mulher tem faro, não se contenta com a embalagem. É bem mais comum ver uma mulher linda acompanhada de um homem aparentemente sem graça do que o contrário. Não é (só) porque a concorrência é implacável e nos contentamos com o que sobra. É porque mulher tem raio-x: consegue olhar o que se esconde lá dentro. Se além de um belo coração e um cérebro em atividade ele ainda for apetecível, é lucro. Pena que a recíproca raramente seja verdadeira. Economizaríamos fortunas em cabeleireiros e academias se os homens fossem direto ao que interessa, na alma e no espírito, para os quais não adianta maquiagem.


(Martha Medeiros)

8 de março de 2011

Com certeza tem!

A carne é fraca, mas você tem que ser forte, é o que recomendam todos.
(...) Se conseguir, bravo: terá as rédeas de seu destino na mão.
 Mas se não der certo, console-se.
Criaturas que derretem-se, entregam-se, consomem-se e não sabem negar-se
 costumam trazer um sorriso enigmático nos lábios.
 Alguma recompensa há de ter.

(Martha Medeiros)


Faço menos planos e cultivo menos recordações.
Não guardo muitos papéis, nem adianto muito o serviço.
Movimento-me num espaço cujo tamanho me serve,
alcanço seus limites com as mãos,
é nele que me instalo e vivo com a integridade possível.
Canso menos, me divirto mais,
e não perco a fé por constatar o óbvio:
tudo é provisório, inclusive nós.

(Martha Medeiros)

6 de março de 2011


'Desmediocrize sua vida. Procure seus "desaparecidos", resgate seus afetos. Aprenda com quem tiver algo a ensinar, e ensine algo àqueles que estão engessados em suas teses de certo e errado. Troque experiências, troque risadas, troque carícias. Não é preciso chegar num momento limite para se dar conta disso. O enfrentamento das pequenas mortes que nos acontecem em vida já é o empurrão necessário. Morremos um pouco todos os dias, e todos os dias devemos procurar um final bonito antes de partir.'

(Martha Medeiros)

Não morro de amores por pessoas sem mistério,
quando se é muito transparente, muito risonho e educado é raro ser levado a sério.
Prefiro os mais silenciosos, os que abrem a boca de menos, os mais serenos e mais perigosos.
Aqueles que ninguém define e que sempre analisam os fatos por um novo enfoque.
Prefiro os que têm estoque aos que deixam tudo à mostra na vitrine.

(Martha Medeiros)

5 de março de 2011

Recomendo e bato palmas!

Sinopse: "A porta bate e logo se ouve a partida do motor. O carro levanta do chão uma sombra pesada, um zumbido surdo. No apartamento, ela se equilibra, tenta achar o prumo. Ele se foi. Ela sabia."

Martha Medeiros nos faz testemunhas de um momento crucial, terrível, na relação amorosa – aquele em que a paixão acaba, por mais intensa que tenha sido. Com sua escrita fluente e cristalina, a autora inicia sua narrativa no instante da despedida, do fim trágico, nem além nem aquém da dor maior: quando se tem a certeza que não há mais volta.