CASA NOVA:

https://www.facebook.com/pages/É-Sagrado-viver
Mostrando postagens com marcador Manoel de Barros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Manoel de Barros. Mostrar todas as postagens

26 de abril de 2011


"Hoje eu recebi procuração de um pássaro para abrir a manhã
 e fechar o anoitecer."

(Manoel de Barros)

Sendo assim...vim deixar sorrisos de boa noite...

16 de abril de 2011

Da nossa velha infância...

(...) Se a gente cavar um buraco ao pé da goiabeira do quintal, lá estará um guri ensaiando subir na goiabeira. Se a gente cavar um buraco ao pé do galinheiro, lá estará um guri tentando agarrar no rabo de uma lagartixa. Sou hoje um caçador de achadouros da infância. 
Vou meio dementado e enxada às costas cavar no meu quintal 
vestígios dos meninos que fomos (...)

(Manoel de Barros)
Na minha cidade, nos domingos de tarde, as pessoas se põem na sombra com faca e laranjas.
Tomam a fresca e riem do rapaz de bicicleta, a campainha desatada,
 o aro enfeitado de laranjas: 'Eh bobagem!'
Daqui a muito progresso tecno-ilógico, quando for impossível detectar o domingo pelo sumo das laranjas no ar e bicicletas, em meu país de memória e sentimento, basta fechar os olhos:
é domingo, é domingo, é domingo.


(Adélia Prado)

26 de março de 2011

sobre o muito pequeno...


Aprendo com abelhas mais do que com aeroplanos. É um olhar para baixo que eu nasci tendo. É um olhar para o ser menor, para o insignificante que eu criei tendo. O ser que na sociedade é chutado como uma barata - cresce de importância para o meu olho. Ainda não entendi por que herdei esse olhar para baixo. Sempre imagino que venha de ancestralidades machucadas. Fui criado no mato e aprendi a gostar das coisinhas do chão - antes que das coisas celestiais.
Pessoas parecidas de abandono me comovem: tanto quanto as soberbas coisas ínfimas.

(Manoel de Barros)

5 de março de 2011


... sou água que corre entre pedras.
Liberdade caça jeito.


(Manoel de Barros)

dos encamentos...


...que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem barômetros, etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós.

(Manoel de Barros)


Manoel de Barros