CASA NOVA:

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30 de abril de 2011

Interioridades.



(...) aos olhos nus, não passava de uma chuva repentina, 
mas aqui dentro soava como uma tempestade.
(Clarice Lispector)
 Às vezes, pequenos grandes terremotos
ocorrem do lado esquerdo do meu peito.
Fora, não se dão conta os desatentos.
Entre a aorta e a omoplata rolam 
alquebrados sentimentos.
Entre as vértebras e as costelas
há vários esmagamentos.
Os mais íntimos
já me viram remexendo escombros.
Em mim há algo imóvel e soterrado
em permanente assombro.

(Affonso Romano de Sant'Anna)

18 comentários:

  1. mas os terremotos que acontecem dentro de nós,as vezes se faz necessário... um dia alguém o sente também,e nos ajuda a enfrentá-los de braços dados!
    Adorei,Querida!
    Beijo e um ótimo fim de semana pra ti.

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  2. Esses abalos sísmicos fazem estragos, mas somos como o Japão, nos erguemos rapidinho né? rsrs
    Adorei o texto.
    Um lindo fim de semana pra você e sem que precise remexer escrombros.

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  3. O que vai dentro de nós só é visto quando o permitimos!

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  4. Quando é o coração a mandar a cabeça fica perdida!

    Continuação de um bom dia.

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  5. Olá Sam
    Muito bom esse poema. Todos passamos por terremotos invisíveis a outros olhos.
    Bjux

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. fenômenos da natureza e os sentimentos em concordância na vida. É preciso mais do que um olhar para ver o que se passa dentro. Pode haver muito mais além do que se vê. Talvez, pareça chuva, mas isso é pra quem vê, No fundo, é uma tempestade. Isso é pra quem sente. Muito significatica essa sua citação. Beijo, Sam.

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  8. gostodequasetudodaClarice;doAffonsoRomano,debempouco.

    comomeutecladoencrencou,vouusarovirtualapenaspradizeromaisimportante:

    Adoro visitar a Sam!

    Beijos

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  9. Desatento?
    Nenhum poeta me chama tal
    impunemente, seja qual for o momento
    De pronto
    tomo meu escopro
    e inicio a escavação
    soltando o assombro
    desse teu coração

    e as mãos?
    Ficaraam-me sujas de nada
    e limpas de tudo

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  10. Nem sempre nossos mais íntimos se dão conta dos tremores que assolam nossa alma, nosso ser. Belo poema minha cara, até outras vezes.

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  11. Emocionante o gato tentando reviver o amigo.

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  12. é bem verdade querida, as vezes desabamos por dentro, mas ninguém percebe.


    beijos

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  13. E esses desmoronamentos dentro que ninguém vê...

    Ahhh San, que delicia passar aqui nesse lugar encantado!

    Um beijooo!

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  14. Como diz meu Caio: Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo, e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros.
    É só mais um terremoto do coração, só espero que não seja de uma grande grau.
    Beijo.

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  15. Boas escolhas, gostei.
    Bom Domingo, beijos.

    PS: obrigado pela tua visita. Volta sempre.

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  16. "Em mim há algo imóvel e soterrado
    em permanente assombro."

    Me identifiquei completamente nisso.

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  17. ...Sem Palavras...

    Me vi nesse texto.


    Mas tudo se ajeita... Amém!

    LindooooOOOOooooo AquiIiIIIiiiiiIIIIII

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  18. Fora nunca vêem os terremotos que a gente vive aqui dentro.
    Como diz a Tati B. : Um bandaid no coração, um sorriso nos lábios.. e tudo bem".
    Um beijo querida Sam!

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"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz."

(Exupéry)