CASA NOVA:

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16 de abril de 2011

Da nossa velha infância...

(...) Se a gente cavar um buraco ao pé da goiabeira do quintal, lá estará um guri ensaiando subir na goiabeira. Se a gente cavar um buraco ao pé do galinheiro, lá estará um guri tentando agarrar no rabo de uma lagartixa. Sou hoje um caçador de achadouros da infância. 
Vou meio dementado e enxada às costas cavar no meu quintal 
vestígios dos meninos que fomos (...)

(Manoel de Barros)
Na minha cidade, nos domingos de tarde, as pessoas se põem na sombra com faca e laranjas.
Tomam a fresca e riem do rapaz de bicicleta, a campainha desatada,
 o aro enfeitado de laranjas: 'Eh bobagem!'
Daqui a muito progresso tecno-ilógico, quando for impossível detectar o domingo pelo sumo das laranjas no ar e bicicletas, em meu país de memória e sentimento, basta fechar os olhos:
é domingo, é domingo, é domingo.


(Adélia Prado)

22 comentários:

  1. Oi Sam!! Sua visita sempre boa :)
    Confesso q nunca tinha escutado Rick Martin tb não (só por acaso, na rua e tal)
    Mas vi aquela música e achei muito legal, aí resolvi postar :)
    Esse texto da Adélia é lindo demais... Delicado e simples ;)
    Um beijo =*

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  2. Ahh,a infância...tempo bom que não voltará!
    Lindos Pensamentos,Querida
    Beijo,um ótimo find pra ti.

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  3. Sou feliz por ter tido, o que considero, a ultima infância pré era tecnológica, fim dos anos 80 e começo dos 90, a gente ainda saia pra brincar nas ruas, conversar nas calçadas...hoje é tudo sufocado demais pela tecnologia.

    Um Beijo, Sam!!

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  4. Dois textos maravilhosos, num retorno à vida multi-poética da infância...

    Beijo :)

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  5. Sandrinha,


    Isso é uma explosão de vida , de cores e
    sabores ...
    Lindo demais !!!!

    E como eu gostava de passar os domingos no alto
    da goiabeira que havia no quintal de minha avó...
    :)
    Obrigada pela doce lembrança.


    Bjo Grande e uma Noite de Paz.

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  6. Oi Sandra,
    O que é bom, marca. Seja na infância ou noutros tempos. Quando lembramos, é um cafuné que nos vem à memória, tão bom.
    Abç

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  7. Oi Sam querida,



    É muito legal pensarmos na infância e vir um gostinho de queria voltar né????


    Beijos


    Ani

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  8. Sam amiga como sempre suas letras belissimas elas e todo un honor poder apreciar elas e sentir a emocao que delas desprenden... sim amiga entendo o portugues agora escrever hummmm.... nao.. bom mais o menos....

    saludos
    otimo domingo
    abracos

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  9. Bom dia, querida amiga.

    Lindo!!
    Cavar a infância, é cavar o Anjo de nós.
    Obrigada pela postagem.

    Um grande abraço.
    Tenha um belo domingo, cheio da luz divina.

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  10. Ô Sam, que lembranças vc me trouxe. Como tenho saudades da minha infância, de dificuldades mas muito prazeiroza pelos quintais e árvores do interior. Tenho ainda alguns vestígios daquela época maravilhosa, várias fotos que me relembram o "moleque" que fui. Até outras vezes minha amiga.

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  11. Dois textos singelos de quem soube captar momentos de vida onde o pouco é muito, o valor e o sabor das sensações, momentos inesqueciveis de paz.
    Parabens pela sensibilidade na escolha dos textos.

    bjo

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  12. Ai que lindoh Sandrinha da Marla!!! Adoreiiiiiiiiiiiii! bjs saudades de vc!!!

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  13. é sempre bom pensar na infância, beijos.

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  14. Oii Sam.

    Como é bom essa calmaria de cidadezinha pequena... Como é boa essa infância que não volta mais... E é as coisas simples da vida que mais deixa saudades.

    ( Novidade, o meu antigo blog chamado SEMAISDELONGAS mudou de nome e de endereço, agora é o fotografiasnaparede. Segue o link: http://fotografiasnaparede.blogspot.com/ )

    Atenciosamente FPC.

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  15. O que importa é não deixarmos os meninos e meninas que fomos morrerem dentro de nós!
    Belo blog!
    Bjo e uma semana de descobertas de infância pra ti.

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  16. Oi amiga, cá estou depois de sair por aí andar de bicicleta, desanuviar o domingo.

    E nao é que eu e você tivemos transmissão de pensamento no post de hoje? Só que o teu post denota um tempo ímpar... esse que todo mundo ficava aos domingos pelas ruas em frente de casa saboreando a companhia um do outro, curtia o quintal, a grama, o sol... voltei ao tempo... mas confesso que o tempo de calça laranja nao me faz bem, prefiro agora, apesar de morrer de saudade dos meus pais. E tudo tem seu tempo, até esse.
    Ahh Sam, lendo sua resposta saquei porque você tem esse jeitinho, porque agregou os valores de uma infância difícil. Adorei conhecê-la um pouco, e passo a admirá-la mais, porque adoro esse perfil de gente.
    A minha infância já foi há muito tempo, posso dizer que já podia ter uma filha da tua idade, apesar de nao ter nenhuma (e como dizem, ter cabeça de 15, ufa!!) rss

    Beijinhos de cá, um bom começo de semana!!

    * O "chefe" é daqui, por isso o destino me trouxe :-)

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  17. Sandra:

    Que saudade da minha infância: rios, pés de goiabeira, galinheiros, descer de canoa, brincadeiras de roda, domingos na casa da Vó...


    Que delicia esse post... Deu pra sentir o cheiro de pão feito no forno e doce de abóbora...


    Aiaiiaiii.


    Por isso que esse seu canto é fantástico, como diria o Caio: 'desperta sentimento inacreditavelmente: T E R N O S '


    Te gosto tanto!


    Muita luz na sua vida,


    Bjãooooooooo

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  18. aah esse texto me fez lembrar a minha cidadezinha no interior de PE. Com gente conversando na calçada, tirando fruta do pé. Lembrou minha infância.

    nostalgiei mesmo

    beijos querida

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  19. esse texto me fez lembrar da minha infância que eu ia pro sítio *-* , tempo boom que não volta mais!
    Beijos :*

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  20. Duas almas lindas de viver!

    Que mais eu posso dizer?

    Duas pessoas amadas por mim.

    Aliás, 3: Você também é.

    Um beijo San!

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  21. Que saudade da minha terra, do sítio da minha vó. Que saudade do jogo de bola na areia e no asfalto, bem descalço... Que saudade da correria! De pegar manga e voltar para casa com a camisa toda manchada; de nadar no rio sujo e voltar cheio de lama. Que saudade do velhos tempos de menino que você me fez lembrar...
    Muito legal!

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"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz."

(Exupéry)